Quando chegaste entre sorrisos
e te sentaste à minha mesa,
tua figura era tão viva,
minha esperança, tão cansada!
O teu decote era insolente,
O teu vestido, estampado
em tons vermelhos, sensuais,
com transparências provocantes.
A tua face iluminada
irradiava pura vida,
era alegria que pulsava
que transbordava todo o bar.
Quando dançaste, arrebatada
pelos pandeiros e violas,
o teu requebro era magia,
te transformavas em cigana.
Tinhas o riso tão ousado!
Tinhas os olhos petulantes,
me fascinavas como eu fosse
algum menino sem vivência.
O teu olhar me cativava,
me transformavas em brinquedo,
que, qual criança inconseqüente,
tu usarias com desleixo.
O teu dançar contagiava
todos os homens e mulheres,
não parecias mais humana,
mas poderosa entidade.
Eu, indefeso, tão tristonho,
via teu brilho entre as luzes
do bar alegre e das estrelas,
que não brilhavam mais que tu.
Eu, destoando da alegria
daquela noite e tua dança,
fugi de ti, dos teus encantos,
porque temi ser devorado.
2010
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