Se ela surgisse de repente,
Despida,
Silente,
Ardente,
E se fossem os olhos dela
Suplicantes de carinho,
De perdão e de voltar?
Se ela surgisse assim do nada
E se desse, animalesca,
Quão bonito tu verias
Esse mundo ante teus olhos?
Se ela viesse simplesmente
E dissesse tudo fora
Um poema inacabado
Carecendo um recomeço
Sem resquícios do passado
E de entrega nova e cega?
Se ela apenas te voltasse,
Que esperanças nutririas,
Quantos medos sentirias,
Quererias solidão?
Se ela em cima do teu peito
Repousasse as coxas lisas,
Sentirias nela a fonte
Do elemento poderoso
De manter você vivente?
Se ela, sonsa, te tocasse,
Que alegrias te viriam,
Que tristezas causaria
Te saberes indefeso,
Tão cativo da mulher?
Se a tivesses novamente,
Quanto riso e quanto pranto
Encheriam teus momentos?
Quanto então te maldirias
Por perderes a vergonha,
Por saberes que sem ela
Não há sol nem alegria,
Nem desejo ou poesia,
Só vontade de morrer?
2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
A MULHER DO AMIGO
A mulher do amigo
tem olhos tão lânguidos,
malícia no riso,
o rosto tão belo.
A mulher do amigo
tem voz de menina,
cativa o olhar
do amigo sozinho.
A mulher do amigo
tem coxas roliças,
tem seios protusos,
é ninfa no bar.
A mulher do amigo
atrai fantasias,
atiça os desejos
do amigo sem par.
A mulher do amigo
faria infiel
o amigo sozinho,
sedento de tê-la.
A mulher do amigo,
primeira entre todas,
paixão de relance,
fugaz devoção.
2012
tem olhos tão lânguidos,
malícia no riso,
o rosto tão belo.
A mulher do amigo
tem voz de menina,
cativa o olhar
do amigo sozinho.
A mulher do amigo
tem coxas roliças,
tem seios protusos,
é ninfa no bar.
A mulher do amigo
atrai fantasias,
atiça os desejos
do amigo sem par.
A mulher do amigo
faria infiel
o amigo sozinho,
sedento de tê-la.
A mulher do amigo,
primeira entre todas,
paixão de relance,
fugaz devoção.
2012
FESTIM DA VOLTA
Dourei de sol minha manhã,
Embora houvesse chuva fina.
Enchi de amor minha canção,
Me fiz mais terna mansidão,
Tornei-me doce poesia,
Para aguardar você voltar.
Reli poemas tão bonitos,
Enchi meu peito de alegria,
Cheirei profundo o vento leve,
Enchendo a alma então de brisa,
Ornei meu peito de paixão,
Para aguardar você voltar.
Deixei o vinho sobre a mesa,
Pus a tocar mil melodias,
Me fiz devoto aos sons mais belos,
Pintei a casa de poema,
Tornei-me orquestra de alegria,
Para aguardar você voltar.
Guardei um verbo tão macio,
Abri meus braços para a vida
Me fiz tão uno co’o lirismo,
Lhe fiz uns versos de paixão
Tão parecidos co’oração,
Para aguardar você voltar...
2012
VIVER POESIA
Não quero mais a alegria
Dos seus olhos tão cheios de tarde,
Quero os olhos de noite daquela
Que tem mavioso lirismo
E, assim, me comove tão fundo,
Que eu quero sorver sua paz,
Viver comunhão, harmonia
E ser poesia igualmente.
Dos seus olhos tão cheios de tarde,
Quero os olhos de noite daquela
Que tem mavioso lirismo
E, assim, me comove tão fundo,
Que eu quero sorver sua paz,
Viver comunhão, harmonia
E ser poesia igualmente.
VIGÍLIA
Se hoje eu ficar insone,
Serei sentinela da noite,
Farei vigília ao teu sono,
Cheirando tua pele macia.
E, quando chegar o dia,
Teus olhos me encontrarão desperto,
Na alegria daqueles que vivem
A aurora de um tempo sublime.
Serei sentinela da noite,
Farei vigília ao teu sono,
Cheirando tua pele macia.
E, quando chegar o dia,
Teus olhos me encontrarão desperto,
Na alegria daqueles que vivem
A aurora de um tempo sublime.
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